quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A FORÇA DE UMA RELAÇÃO


Por que nos sentimos atraídos por umas pessoas e rejeitamos outras?
Essa pergunta me foi feita por uma jovem, quando falava para um grupo, sobre “Fatores que Governam uma Convivência Harmônica”.
 No meu percurso pela vida, como busquei uma resposta para essa indagação! E você leitor, tem se questionado também sobre a atração ou repulsa que certas pessoas exercem sobre você?
Quando refletimos concluímos em meio a perplexidade: “Mas como explicar se nem conheço direito essa pessoa, e já não a tolero?” Ou o inverso: “Por que essa atração irresistível que sinto se não encontro justificativa?”
 Claro que não falei para a garota do itinerário da minha trajetória em busca dessa resposta. Omiti a incursão pelos caminhos da astrologia, da busca na doutrina espírita e da colheita de dados no campo da psicanálise. Seria gastar muito tempo.
Preferi falar-lhe da sabedoria do escritor espanhol Inácio Larrañaga quando afirmou: “Na própria substância da pessoa estão subjacentes o que chamaríamos de sementes de amor e amizade.”
São forças da relação. Nasceu com a pessoa, vem do sangue, as vezes vem estimulado por circunstâncias históricas, mas em geral, são congênitas. Já existiam antes das pessoas se encontrarem. Bastou que se fizesse mutuamente  presente, a força simpatizante foi despertada. Não tem lógica nem explicação racional. Geralmente permanece fora do alcance da psicanálise.
Quando pensei que a tinha satisfeito insistiu: -“E a rejeição?”
Recorrendo de novo a posição de Larrañaga expus: “Quem sabe não está projetado e transferido nessa pessoa, traços de outros que embora esquecidos, estejam gravados em seu subconsciente e que de alguma maneira a prejudicou um dia?”
 Pensando bem conclui que, a mesma força que exerce atração, colocada diante de elementos repelentes, ocasiona a repulsa.
Controlar os impulsos naturais, eis o ponto crítico de um relacionamento. Exercitar-nos no autodomínio sem nos violentar é uma alternativa correta.
Amar ao próximo como a ti mesmo, está impresso nos dez mandamentos de Deus, entregues a Moisés. A partir daí exceto a palavra EU, o amor é a mais decantada em prosa e verso. Só que confundimos o próximo recomendados pelas Escrituras com os nossos afins.
Amamos fácil, isto é, o que nos convém, o que nos interessa de alguma maneira, a quem nos promete retorno, amamos a quem nos atrai e nos sentimos confortáveis com a consciência anestesiada, pela falsa sensação de
dever cumprido movidos pela má interpretação de uma verdade bíblica.
 No Novo Testamento em Mateus 5:46 encontramos: “Se amais somente os que vos amam, que recompensa mereceis”?
   Se há o amor regulado pela força da atração, deverá existir para a convivência harmônica de uma comunidade, o amor fraterno que se não nasce espontaneamente, deverá ser fabricado pela conscientização de que somos filhos do mesmo Pai. Desse parentesco deverá brotar o respeito que alimentará AS FORÇAS DESSA RELAÇÃO.
                                                               
      

2 comentários:

  1. Raquel Montenegro Loss, Bem-vinda a ocupar uma cadeira em nossa calçada.Aquí descartamos rótulos e dividimos o tempo em parcelas construtivas em benefício da busca do que é verdadeiro.
    Fico felis em saber que você aí em Vitória do Espírito Santo, poderá construir com sua rica experiência de vida com um simples acesso em nosso site, já que é nossa seguidora. Até o próximo Beijos Valderez Coelho

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  2. Raquel Montenegro Loss FELIS com (S) em vez do(Z) foi por conta da confusão que fiz, para postar como Anônimo,por causa do mecanismo do Blog estar com defeito. Beijos Valderez

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