sábado, 4 de setembro de 2010

A arte de ser carismático

Se procuramos adquirir carisma em consultórios de cirurgiões plásticos, institutos de beleza ou em casas de alta costura, é gastar mais tempo do que os que vivem em compasso de espera em plena era da velocidade.
Se buscarmos carisma na imitação, estaremos tirando passaporte para o anonimato. Uns imitam as formas de expressão falada e escrita, de cantar, vestir, pentear, ser, de ter e aí que o estilo de vida copiados em todos os níveis compromete a estabilidade econômica do imitador.
Na área comercial se uma pessoa abre ponto oferecendo determinado tipo de serviço, outros surgem sem qualquer inovação oferecendo a mesma coisa, sem falar no nome desses estabelecimentos copiados dos Sul do País. O lucro fica por conta de quem comercializa a moda.
É comum se ouvir dizer nos salões “quero que corte meu cabelo igual ao da fulaninha da novela tal”. Não importa se a fulaninha tenha ficado bem com o penteado porque tem o rosto de um oval perfeito. Mas alguns dias e dezenas de cabeças-chatas circulam com “new look”.
Lucram os estilistas de moda ditando a linha para as altas e esguias e que logo é consumida pelas baixinhas redondas. É quando a criatividade de uns transforma os outros em ridículos figuras.
Se procuramos imitar, erramos porque deixamos de exercer o talento que nos foi dado por Deus pra criar e dar trabalho ao cérebro.O mundo dos inventos está constelado de pessoas que se exercitaram na arte criativa.
O carisma não é o poder exercido por uma parte especial do corpo ou da mente. É a soma total de uma personalidade posta em ação. É necessário que façamos minuciosa pesquisa do nosso Eu para que possamos medir o nosso potencial carismático, uma vez que o carisma existe quando conseguimos estabelecer uma ponte que ligue a distância entre o que pensamos ser e o que somos.
Carisma é uma palavra grega que significa atrair atenção que leva ao sucesso. O igual não atrai atenção daí imitar é anticarísmático. Carisma relaciona-se com Caris, divindade grega que sugere mistério e amor, preferida pelo antigos gregos representando a caridade.
Não a caridade no sentido comum, material, mas no sentimento de doação de si mesmo desprovido de egoísmo, sentimento que nos leva a compreender o próximo mesmo que esse próximo tenha errado. A deusa Caris jamais rejeitava uma pessoa por mais baixo que tivesse caído, por mais humilde que fosse a condição social, daí por que ao seu templo muitas pessoas eram atraídas a fazerem seus desabafos, saindo de lá reconfortadas.
Isso é uma lenda extraída de uma realidade que São Paulo deixou impressa numa carta escrita aos Coríntios e que está na Bíblia, capítulo 13, versículos de 3 a 13. Nela encontram-se todas as dicas para ser carismático e para o sucesso garantido. As normas não foram ditadas por um professor de etiqueta social, mas pela figura mais carismática que a humanidade conheceu e que jamais surgirá outra igual: Jesus Cristo.